Olá a todos os leitores do Poeira Viajante!
Venho escrever mais uma vez um pouco sobre os lugares onde estive na Itália. Poderia escrever páginas e mais páginas sobre as muitas histórias de Roma, mas hoje vou falar especificamente sobre um monumento colossal.
Assim que cheguei à estação de trem Roma Termini a primeira coisa que fiz foi ir em direção ao Coliseu (Colosseo) e descendo a Via Del Fagutale me arrepiei assim que pude avistá-lo. Não tenho palavras para descrever o sentimento; parecia um sonho estar na frente de um monumento tão grandioso. Por um momento imaginei estar na Roma antiga, caminhando para assistir aos jogos de gladiadores. Fantástico!
Dei uma volta em torno de toda a arena e como estava ficando tarde deixei para entrar no dia seguinte.
Ao entrar tive a sensação de estar em um estádio de futebol, imaginando toda aquela gente lotando a arena para assistir aos jogos, mas ao mesmo tempo senti um clima pesado das batalhas sanguinárias e das milhares de pessoas que morreram naquele lugar.
Foi Vespasiano no ano de 72 d.C. que iniciou a construção do primeiro anfiteatro permanente de Roma para a realização dos jogos de gladiadores. Para construí-lo o imperador drenou o exuberante lago da casa de Nero, ganhando fama entre os cidadãos e oferecendo-lhes espetáculos magníficos.
Mas foi seu filho Titus que inaugurou o edifício, com 100 dias de festividades. A partir da dinastia Flavia o anfiteatro passou a levar o nome de “Flavio”, embora desde a idade média tenha sido chamado Coliseu (Colosseo), por causa da colossal estátua de bronze do imperador Nero que ficava ao seu lado.
O Coliseu foi construído ao redor de uma arena central oval, onde os gladiadores lutavam até a morte. Enquanto os gladiadores morriam o público permanecia sentado em cadeiras confortáveis e protegidas por um enorme teto de lona. Sob os assentos e o chão da arena havia uma complexa série de quartos e passagens para guardar os animais e preparar os “espetáculos”.
Os gladiadores eram heróis adorados, apesar de não ser aceitos socialmente. Alguns eram homens livres ou aristocratas, que tinham perdido sua fortuna e escolheram viver vidas curtas, porém gloriosas. A maioria, no entanto, era formada por prisioneiros de guerra e criminosos condenados. Dezenas de milhares morriam nos combates corpo a corpo, lutando contra animais selvagens ou em simuladas batalhas navais sobre verdadeiros navios na arena inundada. A emoção era grande e a violência era derramada sobre o público.
No decorrer dos séculos diversos desastres ameaçaram sua estrutura, especialmente o desastroso incêndio de 217 d.C., quando o anfiteatro teve de ser em grande parte reconstruído, como podemos ver hoje e tornou a viver até o século V d.C., quando Valentiniano III aboliu os jogos sangrentos (435/438) que não eram mais apreciados pelas pessoas que, em sua maioria, era Cristã.
No entanto, lutas com feras ainda foram documentadas em 523 d.C., durante o reinado de Teodorico.
Então o Coliseu foi usado como uma fortaleza da família Frangipane e sobre suas estruturas foram implantadas casas, jardins, lojas, abrigos de animais e mercados abertos na praça da arena. Foram iniciadas escavações e trabalho de recuperação apenas a partir da idade Napoleônica e um pouco mais tarde o Coliseu foi ordenado a símbolo da memória dos mártires cristãos, e ainda hoje o Papa celebra a procissão da sexta-feira Santa.
Uma coisa é certa: a sensação de estar diante do magnífico Coliseu é inexplicável e recomendo a todos que passarem por Roma, visitem esse colossal monumento da Roma antiga.
Mais uma vez agradeço pelo espaço cedido pela minha amiga/irmã Marina!
Um abraço a todos e até a próxima aqui no blog.
Fotos de Diego Maturo Ghilardi